Protagonismo feminino. Não é exclusão. É prioridade de palco.
Toda curadoria de conteúdo escolhe um ponto de vista central. Aqui, o ponto de vista é o da mulher empresária. Isso não invalida a experiência de nenhum homem; significa apenas que, desta vez, quem fala primeiro é ela.
Há também uma camada estratégica nessa escolha. Eventos de negócios, de modo geral, já são ocupados majoritariamente por vozes, referências e estudos de caso masculinos, não necessariamente porque excluem mulheres, mas porque a própria régua do empreendedorismo foi construída, historicamente, a partir de referências majoritariamente masculinas.
Um palco com prioridade feminina não pretende inverter essa lógica à força. Pretende ampliar a régua.
É o mesmo princípio de qualquer curadoria temática: um evento sobre franquias prioriza quem vive o franchising; um evento sobre exportação prioriza quem exporta. Aqui, o critério é outro: a experiência de construir e liderar uma empresa sendo mulher.